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UTE Pampa Sul: Trabalhadores decidem entrar em greve e reivindicam melhorias
Tudo paralisado. Este
é o cenário atual do
canteiro de obras da
Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowsi), em
Candiota. Trabalhadores se
mobilizaram na manhã desta
quarta-feira, 22, e decidiram
parar as atividades. Nenhum
funcionário se encontra no
local trabalhando, segundo o
Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação
e Obras de Terraplanagem
em Geral do Estado do Rio
Grande do Sul (Siticepot).
Cerca de 900 profissionais
de 12 empresas que prestam
serviços na construção
da UTE Pampa, reivindicam
melhores condições de
trabalho. Além disso, eles
reclamam de atraso de salá-
rios, transporte, segurança,
alimentação, horas baixadas
e viajadas.
De acordo com o presidente
do Sindicato, Isabelino
Garcia dos Santos, os
trabalhadores deverão continuar
parados até receberem
uma posição das empresas.
“Esse impasse já dura cinco
meses, quando começaram as
negociações, pois nossa data
base de índice de reajuste é
1º de maio. O pessoal cansou
de esperar”, declarou Garcia.
Uma reunião com
as empresas estava prevista
para a tarde desta quarta-feira,
a fim de obter alternativas
e soluções para o caso.
A Comissão de Emprego,
Meio Ambiente e
Habitação da câmara de vereadores
de Candiota formada
pelos vereadores Giselma
Pereira (PT), Guilherme
Barão (PDT) e Andrea Rangel
(PMDB), acompanhou
a mobilização dos funcionários
durante o período
da manhã. Representando
a comissão, Giselma e Guilherme,
conversaram com
os sindicatos e tomaram conhecimento
que as reivindicações
se tratam de questões
de acerto entre funcionários
e empresas terceirizadas,
como por exemplo, pagamentos
das funções de cada
trabalhador. “Fomos até o
local para intermediar. Um
clima tranquilo. Nós e o
sindicato fomos comunicar
a empresa da paralisação.
Um documento oficializando
essa paralisação será
encaminhado hoje à tarde
(quarta-feira). Só uma empresa
tem 700 funcionários”,
relatou a presidente da Comissão,
vereadora Giselma
Pereira.
De acordo com Giselma,
a comissão está de
sobreaviso e acompanhando
o caso. “Esperamos que seja
resolvido nesse contato com
a empresa. A Tractebel nos
informou que contrata os
serviços (pacote fechado)
e acredita que a empresa
contratada esteja pagando os
seus funcionários, quando,
na verdade, o sindicato alega
que não”, destacou.
O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário
de Bagé (Sticm) também
acompanha as reinvidações
da categoria.
Até o fechamento
desta edição o impasse ainda
persistia.
TRACTEBEL - A Engie
Tractebel afirma, através do
gerente socioambiental da
UTE Pampa Sul, Hugo Roger
Stamm, que a empresa
está acompanhando o movimento
de perto, contudo não
possui ingerência direta nas
negociações, pois sua relação é com a empresa chinesa
Shandong Electric Power
Engineering Consulting InstituteCorp.
(SDEPCI), que
foi a contratada pela Tractebel
para implantar a usina.
Neste sentido, segundo
Hugo Stamm, quem
faz as contratações de empreiteiras
é a SDEPCI e,
portanto, ela é a responsável
direta pelas negociações,
inclusive trabalhistas. A
Engie Tractebel espera que
o impasse se resolva o mais
rápido possível para que a
obra tenha continuidade.
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