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Impasse: Unidade do Corpo de Bombeiros
de Candiota será fechada
A documentação para que o convênio entre o Estado e a prefeitura de
Candiota seja anulado já foi encaminhada ao comando da Brigada Militar
Embora não haja data
definida, a corporação
do Corpo de
Bombeiros de Candiota
será fechada. A informação
é do comandante regional
do Corpo de Bombeiros,
tenente-coronel Pedro
Ricardo Maron Burgel.
Conforme ele, o comando
regional encaminhou, no
mês passado, ao comando
da Brigada Militar a
documentação solicitando
a rescisão do convênio
entre o governo do Estado
e a prefeitura de Candiota.
Isso porque, segundo
o comandante, a parceria
prevê a cedência de seis
motoristas por parte da
prefeitura. Porém, Burgel
destaca que essa cláusula
está sendo descumprida
desde março de 2014. De
acordo com ele, a administração
municipal retirou os
cinco motoristas que havia
cedido para a unidade e
não disponibilizou mais
nenhum profissional para
atuar na corporação.
O comandante lembra
que a unidade candiotense
conta com um servidor
a cada 24 horas e esse
desempenha as funções
de bombeiro e motorista.
“Com o fechamento da
unidade, os servidores
serão remanejados para Bagé”, informa Burgel,
mencionando que a Brigada
Militar encaminhará
a solicitação do comando
regional à Secretaria de
Segurança Pública (SSP)
do Estado.
O tenente-coronel
destaca ainda que o convênio foi firmado há 10 anos
e, desde então, ocorreram
uma série de situações que
acarretaram o descumprimento
do contrato. “Em
todas as situações fomos
relevando, buscando alternativas.
Nós sempre
fomos a favor do Corpo de
Bombeiros de Candiota”,
afirma Burguel.
CONVÊNIO TRIPARTITE
– O secretário-geral
de Governo de Candiota,
Artemio Parcianello, ressalta
que a prefeitura não
tem condições de ceder
cinco motoristas, por esse
motivo está tentando formalizar
um convênio tripartite
com a Companhia
de Geração Térmica de
Energia Elétrica (Eletrobras
CGTEE), responsável
pelo Complexo Termelétrico
de Candiota, e a Engie
Tractebel Energia, que está
instalando uma termelétrica
na cidade, a Usina Pampa
Sul (Miroel Wolowski).
A intenção é que essas
empresas se comprometam
a disponibilizar cerca de
R$ 10 mil mensais para
que seja possível contratar
cinco bombeiros civis,
que poderão atuar como
bombeiros e também como
motoristas. A prefeitura
entrará com a mesma
quantia, tendo em vista
que são necessários em
torno de R$ 30 mil mensais
para contratar cinco servidores.
“Tentamos com
a CRM (Companhia Riograndense
de Mineração),
mas tivemos uma resposta
negativa. Estamos buscando
parcerias no sentido de
viabilizar a contratação
de pessoal”, destaca Artemio,
acrescentando que a
administração municipal
paga mensalmente R$ 2
mil referente ao aluguel do
prédio da corporação, além
das contas de telefone,
internet e energia elétrica
do imóvel.
MOBILIZAÇÃO – Os vereadores
candiotenses estão
mobilizados para tentar
manter a unidade dos
bombeiros na cidade desde
o ano passado. No dia 23
de novembro de 2015, os
edis Ancelmo Camillo
(PSDB), Giselma Pereira
(PT), Guilherme Barão
(PDT), Marco Dal Molin e
Andreia Rangel, ambos do
PMDB, estiveram reunidos
com o comandante da
corporação local, sargento
Alex Sander da Silveira.
No encontro, que aconteceu
nas dependências da
corporação, situada na rua
Luiz Chirivino, na sede do
município, os parlamentares
disseram que estavam
preocupados quanto ao
fato de a unidade possuir
apenas um bombeiro para
atender a comunidade diariamente.
Já no final de abril
deste ano, o presidente
da câmara de vereadores,
Valmir Cougo (PT), e Camillo
estiveram na sede
da CRM, em Porto Alegre.
Eles conversaram com a
direção da companhia para
saber se a mesma teria interesse
em aderir ao convê-
nio, no entanto a empresa
alegou que isso não seria
possível em razão de estar
passando por dificuldades
financeiras.
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