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Sem acordo ainda, obras da UTE Pampa Sul seguem paradas
A paralisação dos trabalhadores que atuam nas obras da Usina Termelétrica Pampa Sul
(Miroel Wolowski) chegou ao nono dia nesta quarta-feira, 15. Dos cerca de 1,8 mil
operários contratados, entre 1,3 mil e 1,4 mil paralisam as atividades nesta semana. A
informação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul
(Siticepot), Isabelino Garcia dos Santos.
Na tarde de terça-feira (14), a direção do sindicato se reuniu pela primeira vez com os
representantes da SDEPCI, empresa chinesa contratada pela Engie Brasil Energia para
construir em Candiota a UTE Pampa Sul. No entanto, os representantes da empresa
chinesa e da entidade sindical não chegaram a nenhum acordo. Santos menciona que o
sindicato apresentou as reivindicações da categoria à empresa, porém ele destaca que a
mesma não reconhece a liminar concedida pela Justiça do Trabalho ao sindicato, na
segunda-feira, 13, autorizando-o a representar os trabalhadores das obras da nova
usina. “Eles (SDEPCI) querem uma decisão em caráter definitivo”, destaca Santos.
Até a liminar ser expedida, os operários que estão construindo a UTE Pampa Sul
estavam vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e
Mobiliário de Bagé (STICM Bagé).
Entre as principais reivindicações da categoria, cuja data-base é 1º de maio, estão
reajuste salarial de, no mínimo, 9%; aumento de mais de 100% do vale-alimentação,
que hoje é de R$ 220, e que o mesmo não seja descontado nos dias em que os
funcionários faltarem o trabalho, bem como que a maior parte dos trabalhadores sejam
moradores da região.
A UTE Pampa Sul começou a ser erguida na localidade de Seival no início do segundo
semestre de 2015. Essa é a segunda paralisação dos trabalhadores. A primeira ocorreu
em junho do ano passado e durou seis dias.
COLETIVA – No início da manhã desta quartafeira, 15, a SDEPCI chegou a convocar
uma coletiva de imprensa no escritório da empresa em Seival para falar da situação.
Contudo, cerca de uma hora depois, resolveu cancelar, informando que a empresa optou
em emitir uma nota sobre o assunto – o que só deve acontecer amanhã (16).
UTE Pampa Sul emite novo comunicado
A UTE Pampa Sul emitiu um comunicado na tarde desta terça-feira, 14. Na nota, o
gerente socioambiental da empresa, Hugo Roger Stamm, destaca que a Pampa Sul está
acompanhando os desdobramentos das manifestações dos trabalhadores envolvidos nas
obras da usina por meio da sua contratada, a empresa chinesa SDEPCI. “Por tratar-se
de funcionários de empresas subcontratadas pela SDEPCI para a execução de serviços
na obra da UTE Pampa Sul, as negociações com os representantes dos trabalhadores
precisam ser estabelecidas com as empresas envolvidas, que aguardam a definição
jurídica sobre a legitimidade da representação sindical”, explica Stamm. Ela ressalta
ainda que a UTE Pampa Sul tem buscado inteirar-se da situação com o objetivo de
auxiliar no diálogo entre os trabalhadores e as empresas, a fim de que a situação possa ser resolvida o mais rapidamente possível, preservando o bem-estar dos trabalhadores
envolvidos e o andamento da obra.
O executivo lembra que como parte da política de responsabilidade social da Engie
Brasil Energia, empresa responsável pela UTE Pampa Sul, é compromisso com a
comunidade regional a valorização da mão de obra local. “Embora tenha contratado a
empresa chinesa SDPECI para a construção da usina, a UTE Pampa Sul atua no canteiro
de obras como fiscalizadora da sua atuação. Nesse sentido acompanha todas as
atividades realizadas pela SDPECI e suas contratadas, estando atenta para que todos os
elementos que compõem o acordo coletivo sindical de 2016 entre as representações
sindicais e as empresas envolvidas na obra da UTE Pampa Sul permaneçam sendo
rigorosamente cumpridos”, afirma.
No que diz respeito à utilização correta e frequente de equipamentos de segurança
(EPIs), Stamm diz que a Pampa Sul reafirma que a segurança de obra é um dos itens
mais importantes e fiscalizados, visando evitar acidentes e preservando a saúde e
integridade de todos os trabalhadores, sem exceção. “A obediência da legislação
brasileira vigente, como não poderia ser de outra forma, é seguida rigidamente em
conjunto com o Código de Ética do Grupo Engie”, conclui o gerente.
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