sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 24 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Fim da greve na UTE Pampa Sul: Retomadas as obras
Os operários retornaram ao trabalho na quinta-feira (23) após um acordo firmado entre o Siticepot e as subcontratadas da SDEPCI
Após 14 dias parados,
os trabalhadores que
atuam na construção
da Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowski),
em Candiota, retomaram
as atividades na manhã de
quinta-feira (23). Inicialmente,
eles rejeitaram em
assembleia um acordo firmado
entre as empresas
subcontratadas pela chinesa
SDEPCI para atuar na obra
e representantes do Sindicato
dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção
de Estradas, Pavimentação
e Obras de Terraplenagem
em Geral no Estado do Rio
Grande do Sul (Siticepot).
O acordo foi realizado
em audiência na tarde de
quarta-feira (22), na Justiça
do Trabalho, pelo Juiz Jorge
Fernando Xavier de Lima,
com a presença do procurador
do Ministério Público
do Trabalho, Rafael Foresti
Pego, de representantes do
Siticepot e das empresas
envolvidas na negociação,
prevendo a antecipação de
reajuste salarial de 3,5%,
compensação dos dias de
greve, mediante trabalho por
quatro sábados limitados a
um por mês, e antecipação
do reajuste do prêmio assiduidade/cesta
básica/alimentação
para R$ 255, todos
a contar a partir de março de
2017. Além disso, havia sido
acordada a estabilidade provisória
ao emprego a todos
os trabalhadores de mão de
obra direta e encarregados (o
que não abrange os técnicos)
pelo prazo de 60 dias.
Em assembleia, realizada
na quinta-feira (23)
pela manhã, os trabalhadores
rejeitaram o acordo,
porém logo após decidiram
por liberalidade retomar as
atividades no canteiro de
obras, dando fim a paralisação. Embora, inicialmente, o acordo não tenha sido
aceito pelos trabalhadores,
as empresas envolvidas na
negociação, em reunião no
final da manhã, resolveram
por manter a proposta oferecida, especialmente no
que diz respeito aos reajustes
financeiros.
O gerente socioambiental da UTE Pampa Sul,
Hugo Roger Stamm, explica
que a retomada das atividades
é importante para que o
cronograma da obra não seja
ainda mais prejudicado, sendo
necessária agora uma reavaliação
visando compensar
os dias em que a obra ficou
paralisada. “Embora a UTE
Pampa Sul não tenha ingerência
sobre as negociações
realizadas, pois tratavam- -se de relações trabalhistas
das empresas contratadas e
subcontratadas para atuar na
obra, continuamos atentos a
possíveis desdobramentos
da situação. Agradecemos
o governo do Estado pelo
reforço da Brigada Militar,
que está presente no canteiro
de obras garantindo a
segurança de todos”, destaca
Stamm.
No termo da audiência de quarta-feira, o juiz
esclareceu que a proposta de
acordo não se trata de negociação de norma coletiva e
que uma nova reunião para
as tratativas de elaboração
do acordo coletivo para a
data-base da categoria (maio
de 2017) já está agendada
para o início de março entre
as partes envolvidas.
O vice-presidente do
Sindicato da Indústria da
Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de
Terraplenagem em Geral no
Estado do Rio Grande do
Sul (Siticepot), Luiz Gonzaga
Vidal da Silva, ressalta
que o movimento grevista
continua.
SAIBA MAIS – Dos cerca
de 1,8 mil operários contratados, entre 1,3 mil e 1,4
mil paralisam as atividades,
segundo o Siticepot. A Engie
Brasil Energia contratou a
chinesa SDEPCI para fazer
e entregar pronta a termelétrica
e essa, por sua vez,
terceirizou boa parte dos
serviços. De acordo com o
Siticepot, 15 empresas terceirizadas estão trabalhando, atualmente, nas obras
da Pampa Sul.
A termelétrica começou a ser erguida na
localidade de Seival no
início do segundo semestre
de 2015. Essa é a segunda
paralisação dos trabalhadores.
A primeira ocorreu
em junho do ano passado e
durou seis dias. Na época,
o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da
Construção e Mobiliário de
Bagé (STICM Bagé) esteve
à frente das negociações
e era a entidade na qual
os trabalhadores estavam
vinculados até a Justiça
expedir, na semana passada,
uma liminar autorizando o
Sindicato da Indústria da
Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de
Terraplenagem em Geral
no Estado do Rio Grande do
Sul (Siticepot) representar
os operários das obras da
Pampa Sul, que deverá entrar
em operação comercial
em janeiro de 2019.
Cronologia do movimento:
* O dia 08 de fevereiro foi o primeiro de paralisação total da obra. Na oportunidade, representantes do Siticepot, com o apoio de alguns trabalhadores, impediram o acesso dos demais ao canteiro de obras. Para garantir o direito de acesso aos trabalhadores que não estavam participando da paralisação, a empresa SDEPCI conquistou na justiça uma liminar em uma ação de “Interdito Proibitório”.
* Apesar da paralisação ter iniciado com a mobilização Sticepot, somente na segunda-feira (13), o sindicato conseguiu na justiça, por meio de uma liminar, a representação legal dos trabalhadores, que até o momento eram representados Sindicato dos Trabalhadores na Construção e Mobiliário de Bagé. Na sequência, as primeiras rodadas de negociação foram iniciadas.
* Na manhã de quinta-feira (16), o juiz do Trabalho da 1ª Vara de Bagé, Jorge Fernando Xavier de Lima, esteve no canteiro de obras, acompanhado do procurador do Trabalho, Rafael Foresti Pego, além da Polícia Federal. Na oportunidade, os representantes das empresas, empregados e do Siticepot foram ouvidos e, após analisar a situação, o juiz recomendou um acordo entre as partes. Uma audiência na Justiça do Trabalho foi marcada para o dia 22, com o objetivo de negociar formalmente um acordo, inclusive com a presença do Ministério Público do Trabalho.
* A partir da segunda-feira (20), a Brigada Militar reforçou a segurança no canteiro com a presença de cerca de 30 policiais de Candiota, Bagé e Santa Maria. O efetivo da BM tinha como objetivo cumprir a liminar de Interdito Proibitório, garantindo o acesso e segurança dos trabalhadores.
* Após a audiência e definição de proposta de acordo entre os representantes sindicais e as empresas envolvidas na negociação, os trabalhadores, em assembleia realizada em frente ao canteiro de obras na manhã desta quinta-feira (23), optaram inicialmente por permanecer em greve, porém, na mesma manhã, retomaram as atividades no canteiro de obras, dando fim ao movimento. O juiz do Trabalho deverá foi comunicado, via petição, dos desdobramentos da assembleia. Embora o acordo firmado não tenha sido aceito pelos trabalhadores, as empresas envolvidas comprometeram-se em manter a proposta, principalmente, nos pontos relacionados aos reajustes financeiros.
Cronologia do movimento:
* O dia 08 de fevereiro foi o primeiro de paralisação total da obra. Na oportunidade, representantes do Siticepot, com o apoio de alguns trabalhadores, impediram o acesso dos demais ao canteiro de obras. Para garantir o direito de acesso aos trabalhadores que não estavam participando da paralisação, a empresa SDEPCI conquistou na justiça uma liminar em uma ação de “Interdito Proibitório”.
* Apesar da paralisação ter iniciado com a mobilização Sticepot, somente na segunda-feira (13), o sindicato conseguiu na justiça, por meio de uma liminar, a representação legal dos trabalhadores, que até o momento eram representados Sindicato dos Trabalhadores na Construção e Mobiliário de Bagé. Na sequência, as primeiras rodadas de negociação foram iniciadas.
* Na manhã de quinta-feira (16), o juiz do Trabalho da 1ª Vara de Bagé, Jorge Fernando Xavier de Lima, esteve no canteiro de obras, acompanhado do procurador do Trabalho, Rafael Foresti Pego, além da Polícia Federal. Na oportunidade, os representantes das empresas, empregados e do Siticepot foram ouvidos e, após analisar a situação, o juiz recomendou um acordo entre as partes. Uma audiência na Justiça do Trabalho foi marcada para o dia 22, com o objetivo de negociar formalmente um acordo, inclusive com a presença do Ministério Público do Trabalho.
* A partir da segunda-feira (20), a Brigada Militar reforçou a segurança no canteiro com a presença de cerca de 30 policiais de Candiota, Bagé e Santa Maria. O efetivo da BM tinha como objetivo cumprir a liminar de Interdito Proibitório, garantindo o acesso e segurança dos trabalhadores.
* Após a audiência e definição de proposta de acordo entre os representantes sindicais e as empresas envolvidas na negociação, os trabalhadores, em assembleia realizada em frente ao canteiro de obras na manhã desta quinta-feira (23), optaram inicialmente por permanecer em greve, porém, na mesma manhã, retomaram as atividades no canteiro de obras, dando fim ao movimento. O juiz do Trabalho deverá foi comunicado, via petição, dos desdobramentos da assembleia. Embora o acordo firmado não tenha sido aceito pelos trabalhadores, as empresas envolvidas comprometeram-se em manter a proposta, principalmente, nos pontos relacionados aos reajustes financeiros.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 21 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Paralisação: Brigada Militar reforça segurança no
canteiro de obras da UTE Pampa Sul
Os policiais vieram de Santa Maria com a missão de assegurar o acesso dos trabalhadores ao canteiro de obras
Um efetivo de 25 policiais
militares, vindo
de Santa Maria, está
em Candiota desde esta
segunda-feira (20) a fim de
garantir o acesso ao canteiro
de obras e a segurança
dos trabalhadores que estão
atuando na construção da
Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowski), da
Engie Brasil Energia.
Segundo o capitão da
Brigada Militar, Fábio Martinez
Maciel, os policiais estão
no local da obra, juntamente
com militares candiotenses,
para que seja cumprida a
liminar que a SDEPCI, empresa
chinesa responsável
pela construção da usina,
conseguiu na Justiça para
ter livre acesso ao canteiro
de obras. “Estamos para
assegurar o cumprimento da
ordem”, ressaltou o capitão.
As informações que
chegaram ao TP é que nesta
segunda-feira muito pouco
da obra foi retomada, tendo
expectativa para um fluxo
maior nesta terça-feira (21).
A greve dos trabalhadores
começou no dia 9
deste mês. Reajuste salarial
de, no mínimo, 9%; aumento
de mais de 100% do vale-alimentação, que hoje é de
R$ 220, e que o mesmo não
seja descontado nos dias em
que os funcionários faltarem
o trabalho, bem como que
a maior parte dos trabalhadores
resida na região estão
entre as principais reivindicações
da categoria, cuja
data-base é 1º de maio.
Dos cerca de 1,8 mil
operários contratados, 1,4
mil paralisam as atividades
na semana passada, segundo
estimativa do Sindicato da
Indústria da Construção de
Estradas, Pavimentação e
Obras de Terraplenagem
em Geral no Estado do Rio
Grande do Sul (Siticepot) –
que lidera o movimento.
REPRESENTAÇÃO – A
UTE Pampa Sul começou a
ser erguida na localidade de
Seival no início do segundo
semestre de 2015. Essa é
a segunda paralisação dos
trabalhadores. A primeira
ocorreu em junho do ano
passado e durou seis dias. Na
época, o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da
Construção e Mobiliário de
Bagé (STICM Bagé) esteve
à frente das negociações e
era a entidade na qual os trabalhadores
estavam vinculados
até a Justiça expedir, na
semana passada, uma liminar
autorizando o Sindicato
da Indústria da Construção
de Estradas, Pavimentação
e Obras de Terraplenagem
em Geral no Estado do Rio
Grande do Sul (Siticepot)
representar os operários das obras da Pampa Sul.
NEGOCIAÇÃO – Está marcada
para esta quarta-feira
(22) uma nova rodada de
negociações entre a empresa
chinesa e o Siticepot, com
sentido de se tentar se chegar
a um acordo e o movimento
ser encerrado.
O TP tentou contato
tanto com o presidente do
sindicato, Isabelino dos Santos
Garcia, bem como, com
representantes da SDEPCI,
mas até o fechamento da
edição havia sido possível
obter respostas.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 17 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Paralisação: Greve na UTE Pampa Sul
completa 11 dias nesta sexta
Em torno de 1,4 mil trabalhadores paralisaram as atividades
As obras da Usina Termelétrica
Pampa Sul
(Miroel Wolowski)
seguem paradas. A paralisação
dos trabalhadores
que atuam na construção
do empreendimento chega
ao 11º dia nesta sexta-feira
(17). Dos cerca de 1,8 mil
operários contratados, entre
1,3 mil e 1,4 mil paralisam
as atividades nesta semana.
A informação é do presidente
do Sindicato da Indústria
da Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de
Terraplenagem em Geral
no Estado do Rio Grande
do Sul (Siticepot), Isabelino
Garcia dos Santos.
Entre as principais
reivindicações da categoria,
cuja data-base é 1º de maio,
estão reajuste salarial de,
no mínimo, 9%; aumento
de mais de 100% do vale-
-alimentação, que hoje é
de R$ 220, e que o mesmo
não seja descontado nos
dias em que os funcionários
faltarem o trabalho, bem
como que a maior parte
dos trabalhadores sejam
moradores da região.
Na tarde de terça-
-feira (14), a direção do
sindicato se reuniu pela
primeira vez com os representantes
da SDEPCI,
empresa chinesa contratada
pela Engie Brasil Energia
para construir em Candiota
a UTE Pampa Sul. No
entanto, os representantes
da empresa chinesa e da
entidade sindical não chegaram
a nenhum acordo.
Santos menciona que o
sindicato apresentou as reivindicações
da categoria à
empresa, porém ele destaca
que a mesma não reconhece
a liminar concedida pela
Justiça do Trabalho ao sindicato,
na segunda-feira,
13, autorizando-o a representar
os trabalhadores
das obras da nova usina.
“Eles (SDEPCI) querem
uma decisão em caráter
definitivo”, destaca Santos.
Até a liminar ser expedida,
os operários que estão
construindo a UTE Pampa
Sul estavam vinculados
ao Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da
Construção e Mobiliário de
Bagé (STICM Bagé).
NOVA REUNIÃO – Uma
nova reunião está agendada
para a tarde de segunda-
-feira (20) entre a SDEPCI
e o Siticepot, conforme o
vice-presidente do sindicato,
Luiz Gonzaga Vidal
da Silva. “A negociação já
está aberta”, destaca Silva.
Segundo ele, a entidade
marcou para quarta-feira
(22) uma assembleia com
os trabalhadores. O vice-presidente informa ainda
que o juiz do Trabalho,
Jorge Xavier de Lima, esteve
no canteiro de obras da
UTE Pampa Sul na manhã
de quinta-feira (16), acompanhado
de um promotor
e de um oficial de Justiça.
A U T E P a m p a
Sul começou a ser erguida
na localidade de Seival no
início do segundo semestre
de 2015. Essa é a segunda
paralisação dos trabalhadores.
A primeira ocorreu
em junho do ano passado e
durou seis dias.
COLETIVA – No início da
manhã desta quarta-feira,
15, a SDEPCI chegou a
convocar uma coletiva de
imprensa no escritório da
empresa em Seival para
falar da situação. Contudo,
cerca de uma hora
depois, resolveu cancelar,
informando que a empresa
optou em emitir uma nota
sobre o assunto – o que não
ocorreu até o fechamento
desta edição, na tarde de
quinta-feira (16).
UTE Pampa Sul emite
novo comunicado
A UTE Pampa Sul emitiu um comunicado na tarde
desta terça-feira, 14. Na nota, o gerente socioambiental da
empresa, Hugo Roger Stamm (foto), destaca que a Pampa
Sul está acompanhando os desdobramentos das manifestações dos trabalhadores envolvidos nas obras da usina por
meio da sua contratada, a empresa chinesa SDEPCI. “Por
tratar-se de funcionários de empresas subcontratadas pela
SDEPCI para a execução de serviços na obra da UTE Pampa
Sul, as negociações com os representantes dos trabalhadores
precisam ser estabelecidas com as empresas envolvidas,
que aguardam a definição jurídica sobre a legitimidade da
representação sindical”, explica Stamm. Ela ressalta ainda
que a UTE Pampa Sul tem buscado inteirar-se da situação
com o objetivo de auxiliar no diálogo entre os trabalhadores
e as empresas, a fim de que a situação possa ser resolvida
o mais rapidamente possível, preservando o bem-estar dos
trabalhadores envolvidos e o andamento da obra.
O executivo lembra que como parte da política de
responsabilidade social da Engie Brasil Energia, empresa
responsável pela UTE Pampa Sul, é compromisso com a
comunidade regional a valorização da mão de obra local.
“Embora tenha contratado a empresa chinesa SDPECI para
a construção da usina, a UTE Pampa Sul atua no canteiro
de obras como fiscalizadora da sua atuação. Nesse sentido
acompanha todas as atividades realizadas pela SDPECI e
suas contratadas, estando atenta para que todos os elementos
que compõem o acordo coletivo sindical de 2016 entre as
representações sindicais e as empresas envolvidas na obra
da UTE Pampa Sul permaneçam sendo rigorosamente
cumpridos”, afirma.
No que diz respeito à utilização correta e frequente
de equipamentos de segurança (EPIs), Stamm diz que a
Pampa Sul reafirma que a segurança de obra é um dos itens
mais importantes e fiscalizados, visando evitar acidentes e
preservando a saúde e integridade de todos os trabalhadores,
sem exceção. “A obediência da legislação brasileira vigente,
como não poderia ser de outra forma, é seguida rigidamente
em conjunto com o Código de Ética do Grupo Engie”,
conclui o gerente.
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 17 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Economia: Engie não se interessa mais por carvão e
busca compradores para UTE Pampa Sul
Além do usina em Candiota, também a multinacional opera o Complexo Jorge Lacerda cidade catarinense de Capivari de Baixo
Sem qualquer relação com
a paralisação das obras
em Candiota, a Engie
iniciou no Brasil um processo
de sondagem de mercado
para identificar potenciais
compradores para o Complexo
Termelétrico Jorge
Lacerda, de 857 megawatts
(MW), localizado em Santa
Catarina, e da Usina Termelétrica
Pampa Sul, de
340 MW, em implantação
em Candiota, seguindo a
estratégia global da Engie
de sair da geração de energia
proveniente do carvão.
A Engie mandatou o banco
Morgan Stanley, que vai
prestar assessoria financeira
nessa sondagem de mercado.
“A potencial operação está
em linha com a estratégia
de descarbonização da Engie
em todo o mundo, focada em
atividades de baixa emissão
de carbono, com geração de energia limpa e renovável de
fontes hídrica, eólica, biomassa
e solar, além da cadeia
do gás natural, infraestrutura
e serviços”, comenta o CEO
da Engie no Brasil e presidente
do Conselho da Engie
Brasil Energia, empresa
controladora dos dois ativos,
Mauricio Bähr.
A diretoria da Companhia
esclarece ainda que
o atual estágio do processo
de saída da geração a carvão
no Brasil é de prospecção
de potenciais compradores.
“No momento, estamos
sondando a disposição de
investidores para a compra
das duas termelétricas,
ainda não estamos na fase
de venda de ativos”, afirma
Bähr. A empresa enxerga na
potencial venda uma oportunidade
também de investir
ainda mais em energia de
fontes renováveis, que têm
sido o drive de crescimento
da Engie Brasil nos 20 anos
de presença no País.
Bähr destaca a transparência
no processo que
envolve, principalmente, o
Complexo Jorge Lacerda,
que está em plena operação.
“Tomamos o cuidado de
comunicar os investidores
da Engie Brasil Energia,
que é de capital aberto e tem
ações na Bovespa, já que
essa sondagem de mercado
levaria a informação de nossa
intenção de sair do carvão
a potenciais compradores,
inclusive a bancos e fundos
de investimento”, diz. O
executivo ressalta ainda o
zelo com que a empresa
tem tratado do assunto junto
a seus colaboradores. “A
Engie Brasil Energia tem
sido transparente e deixado
os funcionários de Jorge
Lacerda e de Pampa Sul informados sobre os passos
que a Engie tem dado na direção
da descarbonização”,
comenta.
ENGIE NO BRASIL – No
Brasil, a Engie é a maior
produtora privada de energia
elétrica no país, operando
uma capacidade instalada
de 10.212 MW em 28
usinas em todo o Brasil, o
que representa cerca de 6%
da capacidade do país. O
grupo possui 90% de sua
capacidade instalada no país
proveniente de fontes limpas,
renováveis e com baixas
emissões de gases de efeito
estufa, posição que tem sido
reforçada pela construção de
novas eólicas no nordeste do
país e por uma das maiores
hidrelétricas do País, Jirau
(3.750 MW), localizada no
rio Madeira e que foi inaugurada
em dezembro de 2016.
O grupo também
atua na área geração solar
distribuída e oferece servi-
ços relacionados à energia,
engenharia e integração de
sistemas, atuando no desenvolvimento
de sistemas de
telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade
urbana para cidades
inteligentes, infraestruturas
e a indústria de óleo e gás.
Contando com 3.000 colaboradores,
a Engie teve no país
em 2015 um faturamento de
R$ 7 bilhões.
ENGIE NO MUNDO – A
Engie desenvolve suas atividades
(eletricidade, gás
natural e serviços) em torno
de um modelo baseado em
crescimento sustentável a
fim de enfrentar os grandes
desafios da transição energética
para uma economia
de baixo carbono: acesso a
energia renovável, atenuação e adaptação às mudanças
climáticas, segurança de
abastecimento e uso racional
dos recursos naturais.
O grupo fornece soluções
altamente eficientes
e inovadoras para pessoas,
cidades e empresas através
de fontes diversificadas de
fornecimento de gás, produção de eletricidade flexível e
com baixa emissão de CO2
e conhecimento técnico em
quatro setores-chave: energias
renováveis, eficiência
energética, gás natural liquefeito
e tecnologias digitais.
A Engie possui
154.950 funcionários em
todo o mundo e obteve receitas
de € 69,9 bilhões em
2015. Cotado nas bolsas de
Bruxelas, Luxemburgo e Paris,
o Grupo está representado
nos principais índices internacionais:
CAC 40, BEL 20,
DJ Euro Stoxx 50, Euronext
100, FTSE Eurotop 100,
MSCI Europe, DJSI World,
DJSI Europe e Euronext Vigeo
(Eurozone 120, Europe
120 e France 20).
VENDA DA PAMPA SUL 1
Nos bastidores e aqui mesmo no TP já foi
comentado que desde que a Engie assumiu o controle
da antiga Tractebel em nível mundial haveria este reposicionamento
em relação as energias geradas com as
chamadas fontes não limpas como o carvão. A tendência
é que um grupo chinês ou com a participação de investidores
chineses venha a assumir tanto a UTE Pampa
Sul como a Usina Jorge Lacerda, em Santa Catarina.
É aguardar e ver.
VENDA DA PAMPA SUL 2
Algum gaiato pode associar a greve ao fato da
venda, porém não há qualquer relação. Outra situação
impossível é a obra não ser terminada e a usina não
entrar em operação. Aliás, ela só tem valor de mercado
se gerar energia. Do contrário, praticamente não vale
nada.
VENDA DA PAMPA SUL 3
A decisão da Engie em vender a UTE Pampa
Sul precisa ser lamentada pela região, em certa medida,
pois como já podemos desfrutar nesses cerca de três
anos que a empresa está por aqui (antes Tractebel),
tivemos a certeza em se tratar de um grupo empresarial
da mais alta seriedade e que possui uma relação, tanto
com a comunidade como com o meio ambiente, de
total respeito e comprometimento. Vamos torcer para
que os futuros proprietários tenham a mesma linha de
pensamento e ação.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa Online (Candiota) - 15 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Sem acordo ainda, obras da UTE Pampa Sul seguem paradas
A paralisação dos trabalhadores que atuam nas obras da Usina Termelétrica Pampa Sul
(Miroel Wolowski) chegou ao nono dia nesta quarta-feira, 15. Dos cerca de 1,8 mil
operários contratados, entre 1,3 mil e 1,4 mil paralisam as atividades nesta semana. A
informação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul
(Siticepot), Isabelino Garcia dos Santos.
Na tarde de terça-feira (14), a direção do sindicato se reuniu pela primeira vez com os
representantes da SDEPCI, empresa chinesa contratada pela Engie Brasil Energia para
construir em Candiota a UTE Pampa Sul. No entanto, os representantes da empresa
chinesa e da entidade sindical não chegaram a nenhum acordo. Santos menciona que o
sindicato apresentou as reivindicações da categoria à empresa, porém ele destaca que a
mesma não reconhece a liminar concedida pela Justiça do Trabalho ao sindicato, na
segunda-feira, 13, autorizando-o a representar os trabalhadores das obras da nova
usina. “Eles (SDEPCI) querem uma decisão em caráter definitivo”, destaca Santos.
Até a liminar ser expedida, os operários que estão construindo a UTE Pampa Sul
estavam vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e
Mobiliário de Bagé (STICM Bagé).
Entre as principais reivindicações da categoria, cuja data-base é 1º de maio, estão
reajuste salarial de, no mínimo, 9%; aumento de mais de 100% do vale-alimentação,
que hoje é de R$ 220, e que o mesmo não seja descontado nos dias em que os
funcionários faltarem o trabalho, bem como que a maior parte dos trabalhadores sejam
moradores da região.
A UTE Pampa Sul começou a ser erguida na localidade de Seival no início do segundo
semestre de 2015. Essa é a segunda paralisação dos trabalhadores. A primeira ocorreu
em junho do ano passado e durou seis dias.
COLETIVA – No início da manhã desta quartafeira, 15, a SDEPCI chegou a convocar
uma coletiva de imprensa no escritório da empresa em Seival para falar da situação.
Contudo, cerca de uma hora depois, resolveu cancelar, informando que a empresa optou
em emitir uma nota sobre o assunto – o que só deve acontecer amanhã (16).
UTE Pampa Sul emite novo comunicado
A UTE Pampa Sul emitiu um comunicado na tarde desta terça-feira, 14. Na nota, o
gerente socioambiental da empresa, Hugo Roger Stamm, destaca que a Pampa Sul está
acompanhando os desdobramentos das manifestações dos trabalhadores envolvidos nas
obras da usina por meio da sua contratada, a empresa chinesa SDEPCI. “Por tratar-se
de funcionários de empresas subcontratadas pela SDEPCI para a execução de serviços
na obra da UTE Pampa Sul, as negociações com os representantes dos trabalhadores
precisam ser estabelecidas com as empresas envolvidas, que aguardam a definição
jurídica sobre a legitimidade da representação sindical”, explica Stamm. Ela ressalta
ainda que a UTE Pampa Sul tem buscado inteirar-se da situação com o objetivo de
auxiliar no diálogo entre os trabalhadores e as empresas, a fim de que a situação possa ser resolvida o mais rapidamente possível, preservando o bem-estar dos trabalhadores
envolvidos e o andamento da obra.
O executivo lembra que como parte da política de responsabilidade social da Engie
Brasil Energia, empresa responsável pela UTE Pampa Sul, é compromisso com a
comunidade regional a valorização da mão de obra local. “Embora tenha contratado a
empresa chinesa SDPECI para a construção da usina, a UTE Pampa Sul atua no canteiro
de obras como fiscalizadora da sua atuação. Nesse sentido acompanha todas as
atividades realizadas pela SDPECI e suas contratadas, estando atenta para que todos os
elementos que compõem o acordo coletivo sindical de 2016 entre as representações
sindicais e as empresas envolvidas na obra da UTE Pampa Sul permaneçam sendo
rigorosamente cumpridos”, afirma.
No que diz respeito à utilização correta e frequente de equipamentos de segurança
(EPIs), Stamm diz que a Pampa Sul reafirma que a segurança de obra é um dos itens
mais importantes e fiscalizados, visando evitar acidentes e preservando a saúde e
integridade de todos os trabalhadores, sem exceção. “A obediência da legislação
brasileira vigente, como não poderia ser de outra forma, é seguida rigidamente em
conjunto com o Código de Ética do Grupo Engie”, conclui o gerente.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 14 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Trabalhadores das obras da UTE Pampa Sul seguem paralisados
A categoria reivindica, entre outros itens, reajuste salarial de, no mínimo, 9% e melhor aproveitamento da mão de obra regional
O s trabalhadores que
estão atuando nas
obras de construção
da Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowski)
entraram no sétimo dia de
greve nesta segunda-feira,
13. As atividades estão interrompidas
desde terça-feira, 7,
quando os operários aderiram
à paralisação. A greve foi
decretada oficialmente na
quarta-feira, 8.
As principais reivindicações
da categoria,
cuja data-base é 1º de maio,
são reajuste salarial de, no
mínimo, 9%; aumento de
mais de 100% do vale-alimentação,
que hoje é de R$
220, e que o mesmo não seja
descontado nos dias em que
os funcionários faltarem
o trabalho. O presidente
do Sindicato da Indústria
da Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de
Terraplenagem em Geral no
Estado do Rio Grande do Sul
(Siticepot), Isabelino Garcia
dos Santos, diz que o vale-refeição não é pago mesmo
que a falta ao trabalho tem
sido motivada por doença.
Além do reajuste salarial, o
Siticepot quer que a remuneração
mensal dos operários
(carpinteiros, soldadores, pedreiros
e serventes) da Pampa
Sul, que está em torno de R$
1,3 mil, se equipare a dos
trabalhadores do polo naval
de Rio Grande, que, segundo
Santos, passa de R$ 2 mil. A
entidade busca ainda aumento
salarial para os mecânicos.
A proposta é que o salário
desses profissionais passe de
R$ 1.640,00 para R$ 2,7 mil.
De acordo com líder
sindical, mais de 90% dos 1,8
mil trabalhadores que estão
atuando nas obras da termelétrica
aderiram à greve.
No entanto, nesta segunda-
-feira, 13, ele diz que entre
1,3 mil e 1,4 mil paralisaram
as atividades. “Hoje (13 de
fevereiro), trabalhadores de
outras empresas (que prestam serviços na construção da
nova usina) nos procuraram”,
conta Santos, destacando
que a tendência é que o movimento
se expanda ainda
mais. Segundo ele, mais da
metade da mão de obra que
está trabalhando para erguer
a Pampa Sul é de outras regiões do Estado e do país. Em
razão disso, ele assinala que
outra bandeira levantada pelo
sindicato é para que sejam
contratados mais moradores
da região de Candiota para
construir o empreendimento,
da Engie Brasil Energia.
NOTIFICAÇÃO - A usina,
que terá capacidade instalada
de 340 megawatts e
investimento total de R$ 1,8
bilhão, está sendo construída
na localidade candiotense
de Seival e deverá operar
comercialmente a partir de
janeiro de 2019. A Engie
Brasil Energia contratou a
chinesa SDEPCI para fazer e
entregar pronta a termelétrica e essa, por sua vez, terceirizou
boa parte dos serviços.
De acordo com o sindicato,
15 empresas terceirizadas estão
trabalhando, atualmente,
nas obras da Pampa Sul. O
vice-presidente do Siticepot,
Luiz Gonzaga Vidal da Silva,
lamenta que nenhuma das
terceirizadas aceitou receber
a notificação contendo as
propostas dos trabalhadores.
Devido a isso, o documento
foi enviado por e-mail às
empresas. “Não mostraram
boa vontade em negociar
em nenhum momento. Isso
dificulta”, ressalta Silva.
A UTE Pampa Sul
começou a ser erguida no
início do segundo semestre
de 2015. Essa é a segunda
paralisação dos trabalhadores.
A primeira ocorreu em
junho do ano passado e durou
seis dias.
MANIFESTAÇÃO – Na manhã
desta segunda-feira, 13,
ocorreu um ato em frente
ao canteiro de obras da UTE Pampa Sul. Conforme
Santos, a manifestação
contou com a presença de
representantes da Federação
dos Metalúrgicos do Rio
Grande do Sul, da Central
Única de Trabalhadores
do RS (CUT-RS), Central
Sindical e Popular Conlutas
e da Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do
Brasil (CTB-RS), além de
políticos da região.
LIMINAR – Com relação
ao fato de o Siticepot estar
impedindo o acesso dos
trabalhadores ao local da
obra, o presidente da entidade,
Isabelino Garcia dos
Santos, rebate a denúncia,
dizendo que os portões da
usina ficam abertos e os
trabalhadores não entram
porque não querem. E sobre
a questão de o Siticepot
estar representando os funcionários
da Pampa Sul,
Santos ressalta que a Justiça
de Bagé concedeu, na tarde
desta segunda-feira, 13,
liminar favorável à entidade,
reconhecendo que ela tem legitimidade
para estar à frente
do movimento. “Somos os
autênticos representantes
dos trabalhadores”, ressalta
Santos, mencionando que
o sindicato fez um abaixo-assinado e o documento
conta com assinaturas de
mais de 60% da mão de obra
da usina. “Estamos fazendo
o que os trabalhadores querem,
nada mais que isso”,
conclui o dirigente.
A advogada da
SDEPCI, Lílian Soll, afirma
não ter conhecimento da
liminar concedida ao Siticepot
e ressalta que entrará
em contato com a Justiça
do Trabalho para obter informações
sobre o assunto.
OBSERVAÇÃO – O gerente
socioambiental da
UTE Pampa Sul (Miroel
Wolowski), Hugo Roger
Stamm, comunica que a
empresa está acompanhando
as movimentações e
negociações dos trabalhadores
envolvidos na obra
da usina. “Tratam-se de
trabalhadores de empresas
subcontratadas pela chinesa
SDEPCI para atuar na obra
da UTE Pampa Sul. Desde
o início da mobilização, a
UTE Pampa Sul está em
contato com a sua contratada,
a SDEPCI, buscando informações
sobre os motivos
da manifestação, visando
manter a transparência e
a seriedade que permeiam
as atividades do Grupo,
tanto no aspecto técnico
quanto no aspecto social”,
destaca Stamm.
Conforme
o executivo, a expectativa
é que a situação possa ser
solucionada, visando não
comprometer o prazo de
entrada em operação da
usina, conforme preconiza
o edital do leilão de energia
de novembro de 2014.
Para SDEPCI, movimento é muito
mais uma briga de sindicatos
A empresa chinesa
SDEPCI classifica a atitude
do Siticepot de encabeçar a
paralisação como ilegítima.
“Essa greve foi instaurada
pelo sindicato de Porto Alegre
que não tem legitimidade
para representar os trabalhadores”,
assinala a advogada
da SDEPCI, Lílian Soll.
Segundo ela, a entidade que
representa a categoria é o
Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção
e Mobiliário de Bagé (STICM
Bagé). Lílian enfatiza
que todas as empresas que
estão atuando na obra estão
pagando o dissídio que foi
negociado com o sindicato
bageense.
A advogada informa
ainda que, na terça-feira,
7, a SDEPCI conseguiu
liminar na Justiça para ter
livre acesso ao canteiro
de obras da UTE Pampa
Sul. No entanto, ela diz que os operários estão sendo
impedidos de trabalhar
pelos representantes do
Siticepot, sendo, inclusive,
ameaçados de agressão
física. A profissional relata
que esteve no local da obra
na sexta-feira, 10, e nesta
segunda-feira, 13, com a
Brigada Militar, para garantir
o cumprimento da liminar,
mas, mesmo assim não
foi permitida a entrada dos
trabalhadores ao canteiro
de obras. Inclusive, ela diz
que, nessa segunda, além
dos policiais militares de
Candiota, veio um reforço
da BM de Bagé e um oficial
de justiça. “Mais um dia
de trabalho que se perde”,
destacou. “Esse movimento
é muita mais uma briga de
sindicatos do que uma briga
de direitos (trabalhistas)”,
observa Lílian, acrescentando
que a SDEPCI tomará
todas as medidas legais
cabíveis para pôr fim ao
movimento.
Dos aproximadamente
1,8 mil trabalhadores
da Pampa Sul, a advogada
afirma que, desses, em torno
de 1,1 mil querem trabalhar
e estão sendo impedidos.
“Quem está perdendo são
os trabalhadores com esse
movimento ilegal e irresponsável”,
conclui.
O presidente do
STICM Bagé, Nicanor Fara,
considera desonesta a ação
do Siticepot. “Acho até que
estão de brincadeira com a
entidade (STICM Bagé) e
com o presidente da entidade”,
analisa o dirigente.
De
acordo com ele, nenhum trabalhador
da UTE Pampa Sul
contatou a entidade bageense
para tratar sobre as reivindicações
da categoria. “Nosso
sindicato é um sindicato
profissional, não entramos
em confronto”, ressalta.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa Online (Candiota) - 11 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Empresa chinesa busca fim de greve na Justiça e movimento expõe divergência entre sindicatos
As obras de construção da Usina Termelétrica Pampa Sul (Miroel Wolowski) estão
paradas há quatro dias. As atividades estão interrompidas desde terça-feira, 7, quando
os trabalhadores entraram em greve. A paralisação foi decretada oficialmente pelo
Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de
Terraplenagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul (Siticepot), na quarta-feira, 8.
As principais reivindicações da categoria, cuja database é 1º de maio, conforme o
Siticepot, são reajuste salarial de, no mínimo, 9%; aumento de mais de 100% do valealimentação,
que hoje é de R$ 220, e que o mesmo não seja descontado nos dias em que
os funcionários faltarem o trabalho.
Além do reajuste salarial, o Siticepot quer que a remuneração mensal dos operários
(carpinteiros, soldadores, pedreiros e serventes) da Pampa Sul, que está em torno de R$
1,3 mil, se equipare a dos trabalhadores do polo naval de Rio Grande, que, segundo o
presidente da entidade Isabelino Garcia dos Santos, passa de R$ 2 mil. A entidade busca
ainda aumento salarial para os mecânicos. A proposta é que o salário desses
profissionais passe de R$ 1.640,00 para R$ 2,7 mil.
De acordo com
o líder sindical,
mais de 90%
dos 1,8 mil
trabalhadores
que estão
atuando nas
obras da
termelétrica
aderiram à
greve. Segundo
ele, mais da
metade dessa
mão de obra é
de outras
regiões do
Estado e do
país. Em razão
disso, ele
assinala que
outra bandeira
levantada pelo sindicato é para que sejam contratados mais moradores da região de
Candiota para erguer o empreendimento, da Engie Brasil Energia.
A usina, que terá capacidade instalada de 340 megawatts e investimento total de R$ 1,8
bilhão, está sendo construída na localidade candiotense de Seival e deverá operar
comercialmente a partir de janeiro de 2019. A Engie Brasil Energia contratou a chinesa
SDEPCI para fazer e entregar pronta a termelétrica e essa, por sua vez, terceirizou boa
parte dos serviços. De acordo com o sindicato, 15 empresas terceirizadas estão
trabalhando, atualmente, nas obras da Pampa Sul. O vicepresidente do Siticepot, Luiz
Gonzaga Vidal da Silva, afirma que nenhuma das terceirizadas aceitou receber a notificação contendo as propostas dos trabalhadores. Devido a isso, o documento foi
enviado por email às empresas.
A UTE Pampa Sul começou a ser erguida no início do segundo semestre de 2015. Essa é
a segunda paralisação dos trabalhadores. A primeira ocorreu em junho do ano passado e
durou seis dias.
Para advogada da SDEPCI, “movimento é muito mais uma briga de
sindicatos”
A empresa chinesa SDEPCI classifica a atitude do Siticepot de encabeçar a paralisação
como ilegítima. “Essa greve foi instaurada pelo sindicato de Porto Alegre que não tem
legitimidade para representar os trabalhadores”, assinala a advogada da SDEPCI, Lílian
Soll.
Segundo ela, a entidade que representa a categoria é o Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e Mobiliário de Bagé (STICM Bagé). Lílian enfatiza que todas
as empresas que estão atuando na obra estão pagando o dissídio que foi negociado com
o sindicato bageense.
A advogada informa ainda que, na terçafeira, 7, a SDEPCI conseguiu liminar na Justiça
para ter livre acesso ao canteiro de obras da UTE Pampa Sul. No entanto, ela diz que os
operários estão sendo impedidos de trabalhar pelos representantes do Siticepot, sendo,
inclusive, ameaçados de agressão física. “Estivemos (no local da obra) com a Brigada
Militar, hoje pela manhã (10), para garantir a liminar. Não estão permitindo a entrada.
Esse movimento é muita mais uma briga de sindicatos do que uma briga de direitos
(trabalhistas)”, observa Lílian, acrescentando que a SDEPCI tomará todas as medidas
legais para pôr fim ao movimento.
Dos aproximadamente 1,8 mil trabalhadores da Pampa Sul, a advogada afirma que,
desses, em torno de 1,1 mil querem trabalhar e estão sendo impedidos. “Quem está
perdendo são os trabalhadores com esse movimento ilegal e irresponsável”, conclui.
O presidente do STICM Bagé, Nicanor Fara, considera desonesta a ação do Siticepot e
expõe de forma clara as divergências entre eles. “Acho até que estão de brincadeira com
a entidade (STICM Bagé) e com o presidente da entidade”, analisa o dirigente.
De acordo com ele, nenhum trabalhador da UTE Pampa Sul contatou a entidade
bageense para tratar sobre as reivindicações da categoria. “Nosso sindicato é um
sindicato profissional, não entramos em confronto”, ressalta.
Com relação ao fato de o Siticepot estar impedindo o acesso dos trabalhadores ao local
da obra, o presidente da entidade, Isabelino Garcia dos Santos, rebate a denúncia,
dizendo que os portões da usina ficam abertos e os trabalhadores não entram porque
não querem. E sobre a questão de o Siticepot estar representando os funcionários da
Pampa Sul, Santos ressalta que a entidade fez um abaixo assinado e o documento conta
com assinaturas de mais de 60% da mão de obra da usina. “Estamos fazendo o que os
trabalhadores querem, nada mais que isso”, finaliza.
POSIÇÃO DA UTE PAMPA SUL – O gerente socioambiental da UTE Pampa Sul
(Miroel Wolowski), Hugo Roger Stamm, comunica que a empresa está acompanhando
as movimentações e negociações dos trabalhadores envolvidos na obra da usina.
“Tratam-se de trabalhadores de empresas subcontratadas pela chinesa SDEPCI para
atuar na obra da UTE Pampa Sul. Desde o início da mobilização, a UTE Pampa Sul está
em contato com a sua contratada, a SDEPCI, buscando informações sobre os motivos da
manifestação, visando manter a transparência e a seriedade que permeiam as atividades
do Grupo, tanto no aspecto técnico quanto no aspecto social”, destaca Stamm.
Conforme o executivo, a expectativa é que a situação possa ser solucionada, visando não
comprometer o prazo de entrada em operação da usina, conforme preconiza o edital do
leilão de energia de novembro de 2014.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Jornal Tribuna do Pampa (Candiota) - 10 de fevereiro de 2017
LEIA A NOTÍCIA:
Conselho do Idoso recebe verba da UTE Pampa Sul
Os R$ 90 mil serão destinados para compra de uma van
Através de uma parceria
com a Engie
Brasil Energia, o
Conselho de Direito da
Pessoa Idosa (Comdepi)
de Candiota recebeu recursos
para adquirir uma
van. A verba de R$ 90
mil é oriunda da lei de
incentivo fiscal, que disciplina
o Fundo do Idoso,
e já está disponível para
o Conselho. O órgão está
aguardando o processo de
compra do veículo, que
deverá ser efetivado pela
prefeitura de Candiota.
O prefeito Adriano
Castro dos Santos (PT)
agradece a Engie pela parceira
e ressalta que a van
servirá para fortalecer a
política para os idosos no
município. “Sempre buscamos
instrumentalizar e dar
apoio aos nossos grupos e,
com essa parceria, daremos
mais um passo neste
sentido. Ficamos gratos e, sem dúvidas, agilizaremos
o processo de licitação para
que o Centro de Idoso possa
contar com o veículo em
breve”, destaca.
A ideia é que, com
a aquisição do veículo,
mais idosos frequentem
as atividades do Centro do
Idoso, como as oficinas
de dança, canto (coral)
e palestras sobre temas
variados. Além disso, possibilitará
que os membros
do Comdepi, técnicos e
profissionais que atendem
a terceira idade no
município participem de
encontros e capacitações
em outras cidades. “Os
idosos terão tranquilidade
para participar das atividades
semanais do Centro do
Idoso e também de eventos
na região. Agradecemos
muito a empresa que entendeu
e atendeu a nossa
solicitação”, menciona a
presidente do Comdepi,
Rosauria Grecco. Segundo
ela, a van facilitará
também as atividades da
Secretaria Municipal de
Ação Social, Trabalho e
Renda, que antes dividia
um único veículo para
transportar vários grupos.
A Engie Brasil
Energia está construindo
em Candiota, na localidade
de Seival, a Usina Termelétrica
Pampa Sul (Miroel
Wolowski). O gerente
socioambiental da Pampa
Sul, Hugo Roger Stamm,
destaca que a empresa está
atenta às demandas locais,
principalmente quando
elas representam uma possibilidade
de melhor qualidade
de vida para os beneficiados.
“Entendemos
que este veículo ajudará
na promoção de mais bem-estar e lazer para os idosos
atendidos pelo Conselho e,
por isso, somos parceiros
deste projeto”, ressalta.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
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