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UTE Pampa Sul: Mina de Seival deverá ser
reaberta nos próximos dias
Serão investidos mais de R$ 100 milhões na obra, que tem previsão para ficar pronta no final de 2017
A estrada Francisco Xavier
Ferreira, que liga
o bairro João Emílio
à localidade de Seival, em
Candiota, estará ainda mais
movimentada a partir das
próximas semanas. Cerca de
dois quilômetros depois do
bairro em direção à localidade,
a Copelmi Mineração Ltda,
por meio da sua controlada –
Seival Sul Mineração (SSM),
reabrirá a mina de carvão, a
fim de fornecer combustível
para Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowski),
da Engie Tractebel Energia,
que sendo construída em Seival.
O empreendimento terá
capacidade instalada de 340
megawatts e deverá entrar em
operação comercial em janeiro
de 2019. Já as obras na mina
estão previstas para iniciar
nos próximos dias e serem
concluídas em dezembro de
2017, quando, então, a SSM
estará apta a fornecer o mineral
para a termelétrica.
Nelson Kadel Junior é o gestor
do Projeto Seival e Alexandre
Grigorief o diretor de operações.
Kadel informa que
a terraplenagem, que dará
conformidade ao terreno que
receberá a unidade de beneficiamento,
iniciará nos próximos dias. O complexo será
composto pela mina e por uma
unidade de beneficiamento.
Ao longo dos dois anos de
implantação do projeto, Kadel
destaca que os investimentos
ultrapassarão R$ 100 milhões.
O agente financeiro será o
Banrisul. De acordo com ele,
as expectativas de contratações
diretas giram em torno de 249
postos de trabalho na etapa de
implantação e 261 na fase de
operação. “As projeções de empregos indiretos ultrapassam
a casa de mil, tanto na implantação
como na operação”,
acrescenta o gestor, frisando
que um projeto dessa envergadura
refletirá positivamente em
todos os municípios da região.
Durante a implantação do complexo, Kadel diz
que as empresas responsáveis pela construção serão
encarregadas de contratar
a mão de obra. “Ainda não
está formalizado como serão
feitas as contratações, pois
queremos evoluir juntamente
com a prefeitura e/ou FGTAS
(Fundação Gaúcha do
Trabalho e Ação Social/Sistema
Nacional de Emprego
– FGTAS/Sine)”, ressalta.
Quando o complexo estiver
operando, ele menciona que
serão contratados engenheiros,
geólogos, topógrafo,
administradores, mecânicos,
eletricistas, técnicos de mineração
e em segurança do
trabalho, além de auxiliares
em geral.
2,8 MILHÕES DE TONELADAS DE CARVÃO
A Copelmi possui
304 hectares em Candiota,
localizados na antiga mina da
Companhia Nacional de Mineração
Candiota (CNMC). A
produção da Mina de Seival
está projetada para atingir
a produção anual máxima
de 2,8 milhões de toneladas
de carvão e 3,2 milhões de
toneladas de minério bruto.
As reservas comprovadas
da mina são 152 milhões de
toneladas de carvão mineral.
Já os recursos totais certificados
chegam a 610 milhões de
toneladas de carvão, segundo
intenso programa de sondagem
e pesquisas realizadas na
área e certificadas pelo John T.
Boyd Company.
GASEIFICAÇÃO DE CARVÃO
Com mais de 130
anos de história em mineração no Rio Grande do Sul, a
Copelmi conta com projetos e/
ou operações em sete cidades
gaúchas. Segundo Kadel, a
Seival Sul Mineração (SSM)
foi pensada pela Copelmi para
desenvolver ainda mais o polo
carbonífero em Candiota. “A
associação com a Eneva teve
o objetivo de fomentar dois
projetos de termelétricas, de
propriedade da Eneva, que,
em conjunto, chegam a 1.320
MW”, destaca.
Além do Projeto
Seival, o gestor diz que a
Copelmi está desenvolvendo
estudos inovadores na área
de gaseificação de carvão, os
quais já foram apresentados
ao governo do Estado. “Esses
estudos são para utilização do
carvão gaúcho. As instalações
das unidades dependerão das
conclusões e viabilidades de
cada um”, menciona. “A previsão
é que até o final deste ano
teremos mais informações”,
completa.
Ao ser gaseificado, o
carvão pode ser utilizado para
a geração de eletricidade, gás
natural, fabricação de combustíveis
líquidos ou fertilizantes.
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