LEIA A NOTÍCIA:
Abastecimento: Consumo baixo faz racionamento
de água ser menor em Candiota
Segundo o Setor de Saneamento, a conscientização da população tem
sido fundamental para que a medida não seja aplicada integralmente
Tecnicamente, com
exceção da Vila Residencial,
todas as
comunidades urbanas de
Candiota estão sob regime
de racionamento de água
desde o último sábado (10).
Pela programação estabelecida,
o racionamento
acontece das 8h às 11h e
das 14h às 17h.
Contudo, segundo
explica o chefe do Setor de
Saneamento do município,
Márcio Lopes, desde que
foi anunciada a medida, o
consumo tem diminuído
significativamente e na
prática o racionamento
não está acontecendo. “A
população parece estar
consciente e o consumo
está bem menor do que
verificamos antes de anunciar
a medida e isso está
fazendo com que possamos
manter as redes abastecidas
o tempo todo. Porém, caso
haja elevação do consumo,
precisaremos lançar mão
do corte nos horários estabelecidos.
Se todos colaborarem,
talvez possamos
passar sem ter que fechar
o sistema”, avalia Márcio.
Também, Márcio
explicou, que a decisão de
não acionar o racionamento
a pleno, é pelo transtorno
que causa, pois quando a
água retorna às torneiras,
vem com sujeira e isso
causa desperdício, pois é
preciso deixá-las abertas
para limpar. Outra situação
desagradável que a interrupção
causa é a demora
para a chegada da água nas
chamadas pontas de rede e
locais mais altos.
Ainda, ele explicou
que na Vila Operária, houve
falta de água nos últimos
dias, mas não em função
do racionamento, e sim por
quedas de energia.
SISTEMA FRÁGIL - A fragilidade
do sistema de
tratamento e distribuição
de água de Candiota não
é novidade. Tanto é assim
que o município luta para
colocar em funcionamento
duas novas estações de
tratamento de água (ETAs).
A primeira ETA, localizada
na Vila Operária
e que já está com mais
de 80% concluída, ainda
depende da liberação de
recursos e entraves burocráticos
junto ao governo
federal.
A segunda, localizada
na Cidade de Candiota
(Sede do município), que já
está concluída e foi construída
numa parceria entre
a Prefeitura e a UTE Pampa
Sul, ainda passa por testes
de funcionamento para poder
entrar definitivamente
em operação. Quando em
funcionamento, a ETA da
Operária irá abastecer também
os bairros São Simão e
João Emílio e a localidade
de Seival. Já a ETA central,
abastecerá a Sede e
os assentamentos. A ETA
localizada na Vila Residencial
seguirá funcionamento
apenas para abastecer esta
localidade.
Paradoxalmente e diferente de Bagé,
por exemplo, Candiota,
mesmo já tendo decretado
emergência em função da
estiagem, não possui problemas
de falta, ainda, de
água bruta, ou seja, água
nos reservatórios da Vila
Operária, Sede e no arroio
Candiota se tem suficiente.
Conforme o monitoramento,
mesmo abaixo do normal,
eles se mantêm.
ABASTECIMENTO
A barragem da Vila
Operária está a dois metros
abaixo do normal, o arroio
Candiota a 1 metro e o
reservatório da Cidade de
Candiota a 3 metros abaixo.
“Ainda, nossas reservas de
água bruta estão num nível
aceitável”, afirma Márcio.
O problema de fato,
segundo explicaram os técnicos
da Prefeitura ao TP,
é que as altas temperaturas
das últimas semanas fizeram
com que o consumo
tenha se elevado demais,
o que extrapolou a capacidade
de produção de água
tratada hoje instalada na
cidade. “O sistema atual,
sem as duas novas ETAs,
não tem como atender uma
demanda nesses níveis”,
explicam os técnicos.
Neste sentido que se
decidiu pelo racionamento.
Há cerca de dois meses,
foi emitido um decreto
municipal que buscava
inibir o desperdício de
água e prometia punição
para quem fosse flagrado
utilizando água tratada de
forma desmedida, como
lavando carros e calçadas
ou enchendo piscinas, por
exemplo.
HIDROMETRIA – Aprovada
no fim do ano passado
por unanimidade pela
Câmara de Vereadores,
uma nova lei regulamenta
o sistema de tratamento
e distribuição de água do
município. Entre as novidades
está a criação de uma
autarquia para a gestão da
água e também a colocação
de hidrômetros em todas as
economias, tanto na cidade
como na zona rural.
Conforme os técnicos,
a medida de controle
Segundo o Setor de Saneamento, a conscientização da população tem
sido fundamental para que a medida não seja aplicada integralmente
do consumo também será
fundamental tanto para a
melhoria da capacidade de
produção de água tratada,
bem como, da qualidade.
A expectativa da Prefeitura
é que quando houver o funcionamento
das duas novas
ETAs aliado a hidrometria,
grande parte dos problemas
hoje enfrentados estarão
equacionados. Até lá não
existe outra solução a não
ser racionalizar o consumo.
AVALIAÇÃO – Segundo
o Setor de Saneamento
da Secretaria de Obras, o
monitoramento continua e
as avaliações são diárias,
ou seja, caso o consumo se
mantenha nos patamares
atuais, o racionamento
acaba não se efetivando na
prática.
O prefeito Adriano
dos Santos, que retorna das
férias neste fim de semana,
assinalou que está acompanhando
a situação.
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