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UTE Pampa Sul: Obras chegam a mais de 90% e usina deve ficar pronta no meio do ano
Com informações fornecidas pelo gerente socioambiental da UTE
Pampa Sul (Miroel Wolowski), Hugo Roger Stamm, o
jornal Tribuna do Pampa traz
um panorama geral sobre
as obras da nova usina que
está sendo construída em
Candiota desde 2014.
Segundo as informações repassadas pela assessoria de comunicação, a
implantação da UTE Pampa
Sul está em fase final com
ações de montagem eletromecânica e obras civis,
que já registram avanço de
mais de 90%, sendo que o
comissionamento de equipamentos e sistemas, ocorre paralelamente. “Com o
adiantamento das atividades, a expectativa é que no
primeiro semestre de 2019
seja solicitada ao Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA) a
Licença de Operação (LO)
da Usina. O pedido é feito
por meio de um relatório
que reúne todas as informações sobre os programas e
condicionantes ambientais
desenvolvidos pela área de
meio ambiente da Pampa Sul
e um relatório técnico com
as informações e dados operacionais, obtidas durante o
período de comissionamento
da unidade”, explica Hugo.
Unidade só voltará a ser colocada à venda após a sua efetiva operação.
Ainda segundo ele,
a obtenção da LO junto ao
IBAMA permitirá que a
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) emita
autorização para a entrada
em operação comercial da
usina.
EMPREGOS - A obra viveu
seu pico máximo de movimentação entre os anos de
2017 e 2018, quando chegou
a contar com quatro mil trabalhadores no canteiro. Atualmente, aproximadamente
1,7mil pessoas trabalham
diretamente na obra.
JÁ PRONTO - Dentre as
principais estruturas necessárias para a operação da
nova usina com potência
de 340 megawatts por hora
(MW/h), a barragem está
completamente concluída e
o reservatório de água cheio.
Também já estão concluídos
e testados os equipamentos
da tomada d’água junto a
barragem. Estes sistemas
fornecerão a água necessária
para operação da usina.
A linha de transmissão, com extensão de
20,4km e que será responsável por levar a energia
gerada pela unidade até a
Subestação Candiota I, para
ser distribuída ao sistema,
está também concluída e,
em agosto de 2018, recebeu a Licença de Operação
(LO). O mesmo ocorre com
a correia transportadora de
carvão, estrutura com 4km
de extensão e que transportará o carvão mineral -
combustível usina -, da mina
até o pátio da Pampa Sul. A
LO da correia foi obtida em
outubro de 2018. As licenças foram concedidas pelo
IBAMA e são válidas por
10 anos.
No canteiro de obras
foi concluída a soldagem,
isolamento e içamento do
duto da chaminé, fazendo
com que a estrutura atinja
sua altura máxima de 195
metros. A estrutura também
já recebeu pintura externa.
Outro importante marco foi
o início da operação da sala
de comando da usina, que já
conta com operadores trabalhando 24h por dia. Entre
as atividades de comissinamento, pode-se destacar
a conclusão dos testes na
caldeira auxiliar, equipa- mento que será responsável
por dar a partida na caldeira
principal. O equipamento
foi testado e limpo e já está
pronto para operação.
Outras atividades de
comissionamento são realizadas diariamente nas diversas estruturas e sistemas que
compõem usina e que serão
necessárias para a geração
de energia.
CONCLUSÃO - A expectativa é que a UTE Pampa
Sul esteja pronta, testada e
gerando energia no fim do
primeiro semestre de 2019.
A data da inauguração ainda
não está definida.
VENDA - O processo de
venda da unidade foi iniciado em 2016, quando a empresa começou o processo
de descarbonização da sua
matriz de geração de energia
elétrica. Na oportunidade, o banco inglês Morgan
Stanley foi contratado para
prestar assessoria financeira
no processo de venda dos
dois ativos de carvão da
Engie no Brasil: o Complexo
Jorge Lacerda, em operação
em Santa Catarina, e a UTE
Pampa Sul, em construção
em Candiota. “Como os
ativos possuem diferentes
características, o processo de
venda foi separado em duas
transações distintas, sendo
que a venda de Jorge Lacerda teve continuidade e, no
caso da Pampa Sul, optou-se
por adiar a transação até o
início da operação comercial
da usina. A expectativa da
empresa é que, desta forma,
os riscos serão reduzidos”,
assinalou Hugo Stamm.
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