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Especial Estiagem: Hulha Negra deve buscar soluções junto ao Governo Federal
A falta de água é o
que mais preocupa
o prefeito de Hulha
Negra, Renato Machado.
Após o decreto de emergência
em 22 de janeiro
deste ano em razão da estiagem,
os fatos seguintes
não foram positivos.
Conforme relatou
o prefeito em entrevista
ao TP nesta semana, um
poço artesiano localizado
no bairro Floresta que,
pela vazão da água iria
amenizar o problema de
falta de água, foi tampado
e isolado pelo estado por
não apresentar água em
condições de consumo.
Segundo Renato, apesar
de parecer boa, a água
apresentou alto teor de
flúor e outras substâncias,
de forma que se tornaria
inviável tratar para utilização
humana. “Sem o poço,
não conseguimos evoluir
na busca por mais fonte de
água”, manifesta.
O município é abastecido
através de poços
artesianos e atualmente,
segundo o prefeito, contabiliza
uma produção de
cerca de 30mil litros de
água por hora. “O município
chegou a contar
com 50 mil litros de água
por hora somente para a
sede e agora os 30 é para
todo. A situação está se
agravando”, expõe.
O decreto é válido
por 180 dias (5meses) e o
prefeito manifestou preocupação
com os próximos
meses, pois o que foi repassado
até o momento
atingiu somente uma parcela
da comunidade que
sofre com o problema.
“São 350 famílias assentadas
que tiveram redução
da produção devido a estiagem.
Além dessas, há
as naturais do município,
sendo que o total pode
chegar a 1.200 famílias
atingidas. Precisamos de
mais ajuda”, ressalta.
AJUDA – Nos próximos
dias deverá ser solicitado
junto ao Governo Federal,
um maior auxílio de cestas
básicas durante o período
de vigência do decreto.
Também já foi produzido
um relatório com projetos que deveriam estar ocorrendo
no município através
do PAC/TC e Funasa,
que poderiam amenizar
os problemas de falta de
água. Conforme o prefeito
Renato, os dados apontam
projetos com recursos que
ultrapassam os R$ 2 milhões
e meio de reais (R$
2.661.136,58) para Hulha
Negra e que não estão em
andamento. “Temos projeto
para a Serra da Hulha
no valor de R$ 155.982,08
que abrangeria 36 famílias; outro para Santo Antônio
e Cachoeirinha no
valor de R$ 416.664,30
para 26 famílias e um terceiro
na Capivara II, no
valor de R$ 289.009,85
para 63 famílias, além de
um para a área urbana de
mais de R$ 1 milhão. São
projetos que necessitam
de adequações, mas que
o governo deve priorizar,
tendo em vista a situação
que enfrentamos”, exemplifica
o prefeito.
UTE PAMPA SUL- Uma
notícia positiva se refere à
obra da ETA com adutora
Hulha Negra deve buscar soluções
junto ao Governo Federal
que será construída em
Hulha Negra, próximo a
Trigolândia. Em entrevista
anterior ao TP, o prefeito
Renato Machado informou
que seria necessário o
município captar recursos
para construir uma adutora
que levasse a água da Trigolândia
até a Sede, porém,
em razão dos problemas
enfrentados pelo município, conforme Machado,
já foi confirmado pela
direção da UTE Pampa
Sul, a construção, também,
dessa obra. “Foi uma ótima
notícia. Mais uma ajuda
desta usina e que trará muitos
benefícios para Hulha
Negra”, afirmou o prefeito.
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