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Abastecimento de água: Tractebel firma parcerias com prefeituras de Candiota e de Hulha Negra
Convênios permitirão que os municípios utilizem a água da barragem da UTE Pampa Sul, em construção na localidade candiotense de Seival
Os prefeitos de Candiota,
Luiz Carlos
Folador, e de Hulha
Negra, Erone Londero, ambos
do PT, assinaram, na tarde
de 12 de julho, contratos
com a Engie Tractebel Energia
para implantação de um
reservatório artificial, bem
como para que sejam instaladas
em cada município uma
adutora, uma Estação de Tratamento
de Água (ETA) e as
tubulações necessárias para
a implantação das adutoras.
A operacionalização dessas
parcerias terá a participação
das prefeituras envolvidas e
da Usina Termelétrica Pampa
Sul (Miroel Wolowski),
que pertence à Engie Tractebel
Energia e está sendo
erguida na localidade de
Seival, em Candiota. O custo
total do empreendimento é
de R$ 1,8 bilhão.
O gerente socioambiental
da UTE Pampa Sul,
Hugo Roger Stamm, explica
que o reservatório é um só,
assim como a barragem
que está sendo construída
em Seival para abastecer a
nova usina. “Desse reservatório
será disponibilizada
a vazão de água solicitada
pelas prefeituras até um
determinado local, onde a
água passará a ser distribuída
para a população dos dois
municípios”, informa. De
acordo com Stamm, a Engie,
dentro de determinados limites
orçamentários, sempre
apoia iniciativas que venham
melhorar as condições de
saúde da população local e
trazer desenvolvimento às
localidades onde está se instalando.
“Com isso, a empresa
entende que estas estações
de tratamento de água trarão
benefícios consideráveis às
populações de Candiota e Hulha
Negra, entendimento esse
compartilhado pela sociedade
local”, diz.
A maior parte da
barragem - 78% - fica em
território candiotense. O gerente
menciona que o Rio
Jaguarão é limite municipal e,
com o represamento da água,
terras dos dois municípios
serão alagadas. Segundo ele,
a barragem abastecerá tanto a
usina quanto as populações de
Candiota e Hulha Negra desde
a sua inauguração.
Para o prefeito de
Candiota, a formalização dessas
parcerias é um momento
histórico. “Não tenho conhecimento
que tenha no Brasil uma
situação semelhante. É inédito.
No futuro, os municípios terão
água para abastecimento humano”,
comemora Folador
Obras da barragem devem
ser concluídas até o final do ano
O cronograma prevê
que até o final de 2016
as obras da barragem estejam
concluídas e o reservatório
pronto para começar
a encher. “Com isso e
dependendo da quantidade
de chuva no período, a
expectativa é que em 2017
o reservatório esteja cheio
e apto a operar”, destaca
Stamm.
No momento estão
sendo feitos o tratamento
das fundações do
vertedouro, trabalhos de
injeção de concreto para
finalização do cut-off em
ambas as margens (direita
e esquerda) e o reaterro das
áreas.
O reservatório da
barragem terá capacidade
de 6,54 milhões de metros
cúbicos e a água chegará
à usina por meio de uma
adutora subterrânea. A
área do reservatório a ser
alagada é de 382,35 hectares
(ha), além da Área de
Proteção Permanente no
entorno do reservatório,
que terá 162,75 ha.
O gerente lembra
que a energia vendida no
leilão A-5, realizado em
novembro de 2014, foi
contratada por um período
de 25 anos a partir de 1º de
janeiro de 2019, quando a
UTE Pampa Sul entrará em
operação comercial. No
entanto, ele ressalta que
a vida útil da usina, que
terá capacidade instalada
de 340 megawatts, ou sua
outorga é para 35 anos.
Após esse período, o gerente
diz que a barragem
permanecerá a serviço das comunidades candiotense
e hulhanegrense. “Se a usina
deixar de operar, entendemos
ser essa a solução
natural, pois a barragem
estará atendendo as populações
desses municípios”,
completa.
Com base no último
levantamento realizado,
havia mais de 200 pessoas
(entre funcionários diretos
e terceirizados) envolvidas
na obra da barragem, número que, segundo Stamm,
deverá manter-se estável
no próximo levantamento.
“Atualmente, 80% dos
empregados que trabalham
na UTE Pampa Sul foram
contratados na região, demonstrando
o comprometimento
com o desenvolvimento
regional”, conclui o
executivo.
“É muito importante, pois vai garantir
o abastecimento da Trigolândia e sede da Hulha”
Sanar a deficiência
hídrica em Hulha Negra é
a principal bandeira tanto
do governo municipal atual
como foi dos anteriores.
O prefeito Erone Londero
(PT) declara sentir-se realizado
com a concretização
da parceria com a Engie
Tractebel Energia. “É muito
importante, pois vai
garantir o abastecimento
da Trigolândia e sede da
Hulha. A previsão é que
a Hulha possa dobrar a
população e ter garantia
de água”, estima o chefe
do Executivo, ao lembrar
que esse convênio complementará
o projeto de revitalização
da rede de abastecimento
de água na sede
do município, cujas obras
iniciaram nesta semana.
Conforme ele, o projeto
abastecerá, de forma direta,
a totalidade do sistema
urbano do município.
Em 2014, a prefeitura
cadastrou o projeto no
Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC 2)
Saneamento, do governo
federal, e a verba, orçada
em aproximadamente R$
1,8 milhão, foi liberada
pela Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) em maio
deste ano. Os recursos
serão utilizados na revitalização
de seis poços tubulares
profundos, com a instalação de bombas
submersas para captação
de água subterrânea. Os
poços estão localizados na
sede do município e na Vila
Floresta. O projeto prevê
também as construções de
uma Estação de Tratamento
de Água (ETA) e de uma
rede adutora e de distribui-
ção de água, contemplando
10 reservatórios com capacidade
de 30 mil litros
cada. Com a revitalização
do sistema, o abastecimento
na sede do município
passará dos atuais 70 mil
litros de água armazenados
para 420 mil litros. Estão
previstas ainda instalações
de ramais prediais em mais
de mil residências da sede
do município.
De acordo com o
prefeito, a ETA será instalada
na Vila Floresta,
onde já possui poço tubular
profundo para captação
de água, sendo necessário
seu tratamento devido aos
parâmetros de ferro e manganês.
Conforme ele, a intenção
é o fornecimento contínuo de
água de boa qualidade, objetivando
a redução e o controle
de doenças entéricas (causadas
por bactérias) de veiculação
hídrica e outros agravos, com a
finalidade de contribuir para a
redução da morbimortalidade,
principalmente a infantil, e
para o aumento da expectativa
de vida e da produtividade da
população.
O projeto está sendo
executado pela empresa Unicatú
– Água e Solo Soluções
em Saneamento, de Estrela.
A primeira etapa da obra deverá
estar pronta dentro de
dois meses. Erone diz que a
previsão é que os trabalhos
sejam concluídos no prazo
de 10 meses.
FIQUE POR DENTRO – Até então, os hulhanegrenses são abastecidos com
água proveniente de poços artesianos, que têm vida útil. Já Candiota vive
uma situação confortável do ponto de vista hídrico, uma vez que a sede do
município, a Vila Residencial e algumas localidades da zona rural consomem
água do Arroio Candiota. Mesmo nos períodos mais críticos de estiagem, o
arroio nunca secou. Entretanto, a Capital Nacional do Carvão ainda precisa
investir na distribuição e no tratamento de água. Atualmente, a prefeitura
está construindo uma estação de tratamento na Vila Operária. O reservatório
está com 80% das obras concluídas e terá capacidade para abastecer, além
da Vila Operária, os bairros São Simão, João Emílio e Seival.
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